Fetiches

Cinquenta Tons: os benefícios que os fetiches trazem à relação

Novamente falando sobre Cinquenta Tons de Cinza, o bestseller mundial fetichista de mesmo nome, escrito pela autora britânica E. L. James. Êxito comercial absoluto, a obra é amada e odiada por muitos. Apesar das polêmicas, a conturbada história entre o casal protagonista Anastasia Steele e Christian Grey possui um mérito que não se pode negar: o estrondoso sucesso literário deu origem a um acalorado debate sobre práticas sexuais que sempre estiveram envoltas em tabus e preconceitos.

Um número cada vez maior de pesquisas começa a comprovar de maneira científica que adeptos do chamado BDSM (bondage e disciplina, dominação e submissão, sadismo e masoquismo) podem obter a partir destas atividades uma série de benefícios físicos e mentais, sobre os quais a comunidade de praticantes já sabia há muito tempo.

Quando você está amarrado, é como se não fosse responsável por mais nada que acontece – e há um sentido de liberdade nisso
(Ratie, praticante de BDSM)

Em um estudo de 2013, os pesquisadores entrevistaram 902 pessoas que realizavam práticas BDSM regularmente e 434 indivíduos “baunilha”, termo usado para se referir àqueles que fazem sexo convencional. Ao responderem perguntas sobre personalidade, relacionamentos, vínculos e bem-estar em geral, os participantes adeptos do bondage (fetiche de amarrar e imobilizar o parceiro de diversas formas) demonstraram um menor grau de neuroticismo, traço semelhante à ansiedade, quando comparados com os que só faziam sexo baunilha. Eles também se mostraram mais seguros, confortáveis e calmos em seus relacionamentos, o que sugere a existência de uma ligação entre a prática e estes traços psicológicos positivos.

Outro efeito muito familiar à comunidade BDSM são os estados alterados de consciência. “Eu faço muita ioga e meditação”, disse a NYMag uma praticante dos fetiches e especialista em relações internacionais em uma grande ONG, que se identificou apenas como Ratie.

“Eu acho que a corda pode ter o mesmo efeito. Quando você está amarrado, é como se não fosse responsável por mais nada que acontece e há um sentido de liberdade nisso. É um dos poucos momentos nos quais não tenho que me preocupar com todas as minhas responsabilidades”, contou. “Tem esse arrepio que corre o corpo todo. É como uma droga”, disse Christy, outra adepta.

Outras pessoas relatam este estado mental como uma forma de escapar de si mesmas semelhante a que se obtém com o álcool – só que com percepções mais claras e aguçadas. É mais uma sensação de atenção plena do que de inebriação.

Este estado de liberação completa do estresse e foco apenas no presente é chamado de “subespaço”. Os praticantes do BDSM relatam que ele é mais facilmente obtido através do bondage, mas que também pode ser alcançado por meio de atividades de submissão. É o contrário do “sobrespaço” sentido pelos dominadores, que tem mais a ver com um senso de foco, controle e satisfação. Estudos realizados com dominadores e submissos mostraram que os níveis de cortisol (hormônio do estresse) diminuíam em ambas as partes após as práticas sexuais. Testes mentais de memória, atenção e autocontrole apontaram um pior desempenho dos submissos – um indicativo da alteração de consciência.

Segundo Brad Sagarin, psicólogo especialista em BDSM, pode-se chegar a estados parecidos com exercícios físicos ou drogas. “Isso faz com que as pessoas se liberem por um tempo. Você é colocado em uma posição onde não tem controle, e isso na verdade é muito libertador. Você pode apenas relaxar e se soltar”.

Créditos: texto extraído do site Revista Galileu – Via NYMag

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